terça-feira, 12 de março de 2013

Davi Santos


Está ciente de que já viveu 19 anos? Quantos desses dias foram bons para você? Já se arrependeu de algo? Pois é, nem paramos para pensar quanto tempo soubemos aproveitar da nossa vida. É tão simples viver, que mal damos valor nisso. Você, Davi, entrou na minha vida de um jeito tão natural, que nem sei explicar. Está lembrado do Neo Cubo? Foi com aquela simples foto minha, onde você fez seu primeiro comentário no meu Facebook e a partir dali, começamos a nossa história. Depois, me chama para ir num lugar e eu topo, sem nem saber onde era. Sou daquelas que estou pronta para desafios, sabe? Sei que você sabe, porque você conseguiu me desvendar, conseguiu descobrir os meus segredos. Suas ligações, suas palavras, seu modo de falar comigo, seu cheiro, sua pele, seu sorriso, sua voz me marcaram. Aquela pergunta "posso ir aí te ver?" e aquele "não" a gente conhece bem. Mas eu sempre acabei me entregando, mesmo não querendo, no fundo eu sempre quis. Isso foi o que levava às nossas meras brigas, um ciúme bobo, um confronto de opiniões básico... Foi criando um sentimento, até eu ter coragem de dizer "eu te amo, você me ama?" no banheiro daquela festa. Talvez meu coração tenha pedido, talvez o seu tenha respondido "só um pouquinho..." Tivemos momentos bons, muito bons. E também ruins, como em todo relacionamento. Ruins, ao ponto de me fazerem chorar. Ás vezes, pensava que o mundo inteiro estava contra nós. Apesar de eu parecer fria e sorrir todos os dias, também pertenço àquelas noites doloridas, as quais me fazem refletir. Mas se um dia caiu lágrimas dos meus olhos, é porque era preciso, era necessário libertar uma angústia. Se um dia, você apareceu, foi por algum motivo e se não estamos juntos hoje, talvez é porque Deus nos reserva algo para amanhã. Não foi porque eu errei ou você errou... Não chegamos, em nenhum momento, a nos comprometer, pois, como você diz "nós não damos certo, vivemos em mundo diferentes". Mas e aquele ditado em que "os opostos se atraem"? Tudo em nossa vida tem um propósito. Não é atoa que aqui estou te escrevendo, não é atoa que você está se realizando profissionalmente. Só Ele sabe o quanto estou feliz e peço por você todos os dias. Tenho só a te agradecer e pedir desculpas pelas vezes, as quais eu fui grossa e me precipitei em algumas atitudes. Meus parabéns! Te desejo muita saúde, felicidades, paz e muito sucesso. A cada postagem sua, vejo que você está feliz e isso me faz bem. Um dia eu precisei do seu ombro-amigo e você me deu; quando precisar do meu, ele estará aqui. Nosso romance, vai ficar marcado na memória. Te cuida.

segunda-feira, 11 de março de 2013

É... Estamos com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho; fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados. Sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, brega. Alô, gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado. "Pague mico", saia gritando e falando bobagens. Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo para ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta. O que realmente não dá, é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer para alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade. Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais. Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer, não derramo uma lágrima. Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz. Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo, não volto mais. Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo. Nem eu sou o que penso que eu sou. Nem nós o que a gente pensa que tem... Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo para algum anjo de plantão e mascaro minha fé no Deus do otimismo. Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido. Não bebo porque só me aceito sóbria, fumo para enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas! Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada - exceto por um traço reto no olhar - pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas velhas e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas. Mas há uma mulher em algum lugar em mim. E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo.