terça-feira, 5 de abril de 2011

Querido Diário,

Estava deitada no colchão da minha sala, então decidi escrever um pouco já que estava no final do dia.
Terça-feira sempre é um dia corrido, pois tenho aula a tarde e só saio do colégio quase 18:00 hrs. Depois desta cansativa aula, resolvi ir no cinema para me distrair, desviar meus pensamentos de estudos.
Já na fila do cinema, reparei em um menina que estava sentado de costas, em frente a um bar, aparentava ter uns 18 anos e estar completamente, sozinho. Ele estava com uma camiseta preta e de cabeça baixa, então não consegui ver seu rosto, mas senti algo que me puxava a ele. Uma onda de desejos foi nos envolvendo e tudo ficou alegre e bonito.
Enfim, entrei e sentei mais ou menos na décima fila e, ... e de repente, senti um vento e um toque na minha mão. Era ele, o menino de camiseta preta. As luzes se apagaram e não o vi. Não trocamos nenhuma palavra, nenhum gesto, nenhum olhar. Só nos tocamos. Foi uma ótima sensação, não precisei nem do nome dele para saber que ele é o homem da minha vida. Só espero que em um futuro próximo, eu o reencontre, pois o filme passou tão rápido que nem sei do que se trata e apenas um beijo, celou nossa despedida.
Foi tão forte como a minha paixão e tão leve quanto o toque do cheiro dele em minha lembrança. Talvez nem tenha nome. Só apelido. Mas ele tem nome sim. Se chama vento. Carinho. Cinema. Paixão. Mistério! Não sei quem é. De onde veio. Pra onde foi. Só sei que o sinto em tudo que sinto e que agora, confesso que foi o melhor filme de toda a minha vida.

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